fevereiro 19, 2017

eletricidade? bingo!!!!

somos móveis desde as dinastias tang, passando pela song, com pi sheng, e mais tarde com john. depois, éramos simples panfletos e livros e mais livros, além da proliferação de jornais. e eis que surge a 'revolução', quer dizer, a eletricidade. e daí brotam os telégrafo, telefone, cinema, rádio e televisão. brotam porque se alimentam de tudo e com todos. wiener, schannon, weaver, são caras preocupados com mensagens e ruídos. contudo, não bastam porque o apetite é exageradamente grande e profundo. e aí, o steve vem com a tal da mentalidade da 'comunicação', do 'compartilhar', verbos que provocam as psicologia, sociologia, linguística, semiologia e antropologia. uma parafernália entre as ciências. loucura mesmo, e pura. tudo ali, na palma das mãos. acabou? na-na-ni-na-não. e onde ficam as correntes dos empirismo, racionalismo, funcionalismo, positivismo, behaviorismo, interacionismo, construcionismo, determinismo, pós-modernidade? ufa! pra acabar na pós-verdade. e as teorias? posso deixar para amanhã? cansei.   

fevereiro 18, 2017

'....no futuro....

eric schmidt
jared cohen
a tecnologia da informação estará em toda a parte, da mesma forma que a eletricidade....' eric schmidt e jared cohen.

fevereiro 17, 2017

'....divergência não é convergência....

a convergência das mídias é mais do que apenas uma mudança tecnológica. a convergência altera a relação entre tecnologias existentes, indústrias, mercados, gêneros e públicos. a convergência altera a lógica pela qual a indústria midiática opera e pela qual os consumidores processam a notícia e o entretenimento. lembrem-se disto: a convergência refere-se a um processo, não a um ponto final....' henry jenkins (+)

fevereiro 16, 2017

'....nesse novo mundo....

a comunicação tem dimensão antropológica, incidindo sobre a formação de percepções desde a infância do ser humano, revolucionando as formas de sociabilidade e reabrindo numa escala superior, as possibilidades da democracia direta, ou plebiscitária, antes só possível em pequenas  comunidades. a própria natureza de democracia se modifica. a cidadania ganhou o seu  mecanismo ideal para uma sociedade de massa. os movimentos políticos e sociais ganharam uma ferramenta superior que aproxima funções ideológicas, de articulação e mobilização. nesse novo mundo, muitas das demarcações clássicas da comunicação já foram atropeladas, entre elas a distinção entre comunicação pessoal e pública, entre emissor e receptor da mensagem, entre produto jornalístico e não jornalístico, entre comunicação de massa e de pequena escala. nesse  novo mundo, ainda em processo de definição, haverá uma realocação das funções dos diferentes meios de comunicação, suportes, meios de transmissão  e linguagens. os jornais impressos já estão perdendo para a internet sua função principal informativa, embora mantenham  e até tenham exacerbado sua função interpretativa e ideológica. a televisão está perdendo a hegemonia absoluta que a caracterizou nos últimos 30 anos. mas isso é só o começo dessa revolução. nós, jornalistas, governos e comunicadores somos em geral conservadores. a indústria da comunicação fundada em máquinas pesadas, das quais não consegue ou não quer se livrar e no consumo de grandes quantidades de papel é ainda mais conservadora. mas o negócio de gastar toneladas de papel e tinta para imprimir informações velhas  disponíveis de graça na internet foi ferido de morte pela internet. não se trata de uma simples realocação de espaços pela entrada de uma nova mídia. trata-se de transformações no modo de produção do conjunto das mídias comerciais, na interação entre elas, no lugar de cada uma no mercado. fim do monopólio da mediação pelo jornalista: qualquer cidadão em sociedade pode dizer o que pensa numa nova esfera pública virtual'. bernardo kucinski.

fevereiro 15, 2017

'....comunicação [é]....

a co-participação dos sujeitos no ato de pensar(....) [ela] implica uma reciprocidade que não pode ser rompida(....) comunicação é diálogo na medida em que não é transferência de saber, mas um encontro de sujeitos interlocutores que buscam a significação dos significados'. paulo freire. (+)

fevereiro 14, 2017

'....o novo jornalismo....

começa provavelmente, com a leitura de viagem do final do século xviii e começo do xix. muitos autores de viagem parecem ter se inspirado no sucesso das autobiografias....' tom wolfe e o seu radical chique.

fevereiro 13, 2017

'....o novo jornalista....

não decide mais o que o público deve saber. ele ajuda o público a por ordem nas coisas. isso não significa simplesmente acrescentar interpretação ou análise a uma reportagem. a primeira tarefa dessa mistura de jornalista e "explicador" é checar se a informação é confiável e ordená-la de forma que o leitor possa entendê-la. numa era em que qualquer pessoa pode virar repórter ou comentarista da internet....' e por aí vai essa peça maravilhosa da literatura jornalística, de bill kovach (+)& tom rosenstiel (+)(os elementos do jornalismo).

fevereiro 12, 2017

o interessante que nunca se aprende....

estudar a história, buscá-la, citá-la, pesquisá-la, você sempre terá a certeza que irá voltar no tempo do tempo declinado, porque tudo está envolvido, amarrado. se uma coisa acontece hoje e é estancado no tempo, não se iluda, lá, no futuro, ele mostrará suas garras, como se estivesse zombando da gente. e a partir de 1770 tudo inicia a volta, apesar de nos mostrar travestido de 'novo'. e 10 parece-me ser um número capital e sempre o recomeço de tudo. a 10 de fevereiro de 1778 morre voltaire, a figura que me fez recorrer a badinter. ele me resume tudo, desde o surgimento e a força da opinião pública. como diz elisabeth: '....a sua morte(voltaire) encerra a história desse surgimento dessas grandes paixões.... hoje, a maior força é a opinião pública. é ela, e somente ela, que outorga glória e poder, por obra e graça dos meios de comunicação. os intelectuais mudaram de senhor, mas não de escravidão. serão capazes, para se libertar, de abrir mão de tão doces paixões?' 

fevereiro 11, 2017

10 anos não são 10 dias!

e foi na década de 1760-1770 que a filosofia pula o seu muro(ai.ai.ai.... falar essa palavra dá até gastura). e vai traçando tudo, desde a economia até a questão judiciária.  está em jogo o arbítrio do soberano e do juiz. tudo que se trata de utilidade para o homem, a filosofia toma como desafio. é a sociedade e o homem com suas verdades, felicidades, angústias, justiça, injustiças, político, teológico....

fevereiro 10, 2017

quem nos traz a modernidade?

nessa época, a que estamos vivendo por cá, na página, eram os filósofos. apesar da resistência de soberanos em tê-los como conselheiros, é de bom-tom segui-los(twitter?). era o conhecimento que significava 'modernidade'. hoje, é a tecnologia(minha opinião). então, já que não posso ser conselheiro(ver platão), e a moda é a filosofia e a detenho em minhas mãos, a injeto nas majestades e herdeiros, definitivamente ocupo o lugar do homem da igreja, e voilá, não passo de um peão....(rsrs).     

fevereiro 09, 2017

uma faca de dois gumes....

'é a opinião que governa o mundo, e cabe a vós governar a opinião'(voltaire, 1767).... e é aí que mora o perigo, mas ele não sabe, ainda!

fevereiro 08, 2017

voltaire, o homem da opinião pública!

(verão)1760-(verão)1762. por cá, encerramos a 'exigência de dignidade', do volume 2, de as paixões intelectuais(elisabeth badinter). de histrião a herói, voltaire luta contra os inimigos dos filósofos. vai além, cria projeto em comum entre eles. mobiliza amigos e inimigos que continuam com suas teimosias internas(principalmente sua perrenga com rousseau). sensibilidade, mal, crueldade, barbárie humana, fanatismo, infame, são palavras do século xviii. e então, a filosofia passa a ser 'independente'. são cartas e cartas pesquisadas. tudo para chamar o último volume(3), das paixões intelectuais: a vontade de poder.

fevereiro 07, 2017

entre a quarta e a quinta.... costela.... boing!!!!

e vem o regicida, parricida, canivete, henrique iv, luis xv, antifilosofia, jesuítas e jansenistas rosnam, a opinião pública aplaude, e a mídia joga o fósforo pegando fogo.... na fogueira. são páginas e páginas de caos e vergonha, vindo de onde vem. voltaire, pelo menos, conseguiu enxergar o farol, lá na frente. quanto tempo perdemos, por conta da falta de bom senso, inteligência, educação, humildade, enfim, sabedoria. e vou pulando as leituras por falta de bilis no fígado.... (1757). bah!  

fevereiro 05, 2017

louise antes de simone.... mulheres eruditas!

e foi louise d'epinay que anuncia definitivamente a visão libertadora das mulheres quando confronta, em 1772, grandes nomes da filosofia, principalmente rousseau, no momento em que afirma que a diferença sexual não tem a importância que lhe atribuem. voltaire soube perceber o futuro dessa mulher pensante: brilhante!

fevereiro 04, 2017

(1756....) novas figuras intelectuais!

e aí, estamos nós.... as mulheres. no terreno literário, ok! mas no filosófico e de ciências, nem pensar. numa comédia e outra tragédia, se dão bem, de cara. o palco fala com elas no século xviii. mercure, journal des savants e de trévoux(ver links nos posts de janeiro) não economizam nos elogios. o gênero da cidade proibida indica o gênero dramático. a mulher famosa era considerada 'fora do comum'. voltaire já dizia para esse tipo de mulher 'minha filósofa'(não importa o nome, mas sim o feito, na forma em que conto). confesso que os intelectuais estenderam a mão para as mulheres, como se puxa um fio do novelo.... e sai um ensaio sobre a condição feminina.... o sucesso já estava consolidado, mas.... 

fevereiro 03, 2017

como se fosse possível....

de dezembro/1755 a dezembro/1756, o mundo intelectual vive em paz, mesmo em meio a catástrofes naturais e guerras. o que importa agora é saber: deve-se ser patriota e guerreiro ou cosmopolita e pacifista? é possível tomar partido pelo inimigo do próprio país ou alimentar dois patriotismos em conflito? 

fevereiro 02, 2017

e o teatro entra na roda, ou melhor, a comédia....

diria tragédia(1755). e o alvo, claro, é rousseau. a roda, quer dizer, os círculos que fazem piadas dos filósofos, os mesmos que criaram, por sua vez, o círculo dos filósofos, cria comédia satírica em cima dos arrogantes, que só olham para si mesmos e seus pares. a imprensa não publica uma palavra sobre. eis o que declara rousseau: é o direito do teatro! caramba!!!!  

fevereiro 01, 2017

mensura: in extremis....

e janeiro morreu. assim como em fevereiro(10) irá morrer como filósofo, montesquieu(1755). aquele que não deixou de lado nem a igreja nas suas fúrias intelectuais. o momento é de luta pela morte sem as regras da igreja. o supra-sumo da dignidade e de independência.