julho 29, 2011

Texto de Luizão Costa



Ótima matéria na revista Veja desta semana falando sobre a conquista do mercado internacional dos cantores líricos paraenses Adriane Queiroz e Atalla Ayan. O melhor momento da matéria está quando o jornalista fala da tradição operística paraense, lembrando também do flagelo musical conhecido como tecnobrega. Adorei. Até que, enfim, alguém teve a coragem de falar a verdade sobre esse estilo musical que chamo de 'excremento musical'. Apenas os aproveitadores do momento musical da burrice do povo paraense, conseguem decifrá-lo como a salvação musical do Pará.

Queiroz e Atalla Ayan: sucesso nos palcos da Europa e EUA

O talento de dois cantores líricos paraenses, que brilham nas principais casas de ópera dos Estados Unidos e Europa, ganham destaque na revista Veja desta semana. A soprano Adriane Queiroz, 38 anos, e o tenor Atalla Ayan, 25, com sólida carreira internacional, foram personagens da publicação, em uma reportagem de duas páginas intitulada "Canto lírico ao tucupi".
De acordo com a revista, Adriane, que é do bairro da Terra Firme, iniciou sua carreira musical quase por acidente. Ela trabalhava como pedagoga e começou a estudar música como auxílio para a profissão. Seus amigos conseguiram um teste para ela em uma escola de Viena e ela foi aceita em 1997. Este foi o começo de uma carreira de sucesso.
Na Staatsoper de Berlim, Adriane interpretou papéis importantes, como Micaela, da "Carmen", de Bizet, e Suzana, de "As Bodas de Fígaro", de Mozart. Adriane também foi uma das solistas da Oitava Sinfonia de Mahler, conduzida pelo maestro francês Pierre Boulez, um dos mais prestigiados do mundo.
Ja o tenor Atalla Ayan integrava o coro da Nona Sinfonia de Beethoven, em Belém, quando foi escolhido para virar solista. Este mês, ele foi convidado em última hora para substituir um cantor doente na Metropolitan Opera, em Nova York. "Ele arrancou elogios de Allan Kozinn, crítico do jornal 'The New York Times', que o comparou com Plácido Domingo", destacou a publicação.
A revista ressaltou ainda a tradição operística de Belém e mostra a cidade como importante no desenvolvimento da ópera no Brasil. "O berço do flagelo musical conhecido como tecnobrega é também uma das cidades com maior tradição operística do Brasil (...) O Theatro da Paz, fundado em 1878, é das mais antigas casas do gênero", afirmou. (Dol)

imagem: arquivo do luizão