fevereiro 15, 2012

do stillus(latim) para o estilo: 'outro tempo'



e pensar também, em outro significado. segundo o dicionário da língua portuguesa de 1988, estilo era ainda ponteiro metálico de que os antigos se serviam para escrever em tabuinhas enceradas e, ponteiro do relógio do sol, além, é claro, o modo de cada um exprimir seus pensamentos pela palavra escrita ou pela falada e o modo de viver, tratar, vestir, proceder.... ontem e hoje, 'peguei' o estilo de alguns amigos que já andaram por essas paragens. click para ver!


para o radialista edgar augusto, 'estilo é um modo particular de uma pessoa se portar, se vestir.... é uma expressão da alma'. edgar adora boinas, jaquetas, coletes, adornando o seu rabinho de cavalo, de sempre. edgar augusto, é estiloso.


estilo, segundo andreia rezende, atriz, 'é ser original'. e para ela, seu amor aos animais, principalmente aos gatinhos, faz a diferença. um amor por extensão, no complemento da personalidade.



já o andré mardock, estilo 'é um relato sobre si'. mardock utiliza a bicicleta como meio de transporte para tudo, inclusive, para o trabalho. 'ando de bicicleta porque acredito que a gente pode ter um mundo diferente, em outro tempo, menos acelerado'. justifica o seu estilo.



o boné e a boina fazem parte dos acessórios de andrei miralha. 'estilo é o jeito de uma personalidade', diz.


bem, apesar de não ter um estilo próprio, penso cá, que 'estilo é tudo que está fora de moda'. e tenho dito! (rsrs)


→opiniões captadas no local de trabalho de cada um, na rede cultura de comunicação, em 14/15/02/2012.
+imagens(autora: cris moreno) por cá

fevereiro 08, 2012

'terreno de marinha - terrenos marginais dos rios navegáveis': livro a ser lançado de paraguassu éleres


paraense, com descendência alemã, o escritor, advogado, professor de direito agrário e especialista em agrimensura, além de ex-dirigente da defensoria pública do estado, paraguassu éleres, 72, há 20 anos produz a obra.

'sentindo o problema na agrimensura, que resolvi fazer direito, depois de demarcar terras na amazônia, na áfrica, pelo sul do brasil e viver no meio de índio, ser repórter em expedição.... não cobro promissória, não separo casais, não prendo ninguém, não solto ninguém, só faço isso', explica. de agrimensura vão lá 50 anos no exercício da profissão e 30, no direito.

paraguassu éleres me recebeu para a entrevista com o texto impresso, completamente grifado, da entrevista com o cartorário cleomar moura. 'gostei muito dessa entrevista. ele(cleomar), faz um resumo histórico e também vai nos pontos legais, os pontos jurídicos essenciais', justifica.
 
'e uma comparação que tenho atacado sempre nas salas de aula para os meus alunos, nos pós-graduação(juízes, promotores e defensores), que é o seguinte: essa ideia, dessa manutenção, dessa intervenção territorial que a união comete contra o estado e as cidades, o 'terreno de marinha' é um deles, ela foi preparada, confirmada, na constituinte de 88. de que maneira? deixaram a brecha para que o código civil ao ser reformado, no artigo 2038, excluir-se a enfiteuse, mas a união continuou enfiteuse, ou seja, esse instituto legal, que é um instituto medieval, lá dos 500, 600 anos atrás, que a revolução francesa de 1789 eliminou porque eram terras dos grandes proprietários que arrendavam para os mais pobres que trabalhavam nela. esse instituto foi mantido pela união federal, sob dois prismas, primeiro de pagamento, porque os pagamentos daí são feitos em foro, quando há contratos, e quando não há contratos de arrendamento paga uma taxa, aí os valores são mais altos, e o laudêmio, que é quando alguém passa para o outro, ou seja, essa terra tem praticamente dois proprietários, um eterno(ad perpetuam), a união no caso, e o outro, que naquele momento, naquele período, é dono daquela terra, onde faz benfeitorias e tal. ora, que áreas são essas? de um modo em geral, essas áreas estão nas frentes das cidades, porque são as margens dos rios. esse que é o grande problema. se você está na margem do rio, que tem influência de maré, ou se você está no oceano, de frente para a nossa costa, cerca de 8.500 quilômetros lineares, você tem uma situação em que as prefeituras não podem mandar, não dispõem daquela área da frente. por que? porque lá é 'terreno de marinha'. e o que é 'terreno de marinha'? essa lei, de 1831, é uma lei tributária, para cobrar tributos. a partir de onde se mede 'terreno de marinha'? só então, em 1832, é que veio a definição. 'terreno de marinha' é uma faixa de 33 metros, contados da linha do preamar do ano de 1831. ora, em 1831, o brasil só tinha um porto, que era no rio de janeiro, onde havia um marégrafo, um aparelho(que tem lá na estação das docas um modelo), que mede a altura das marés. há uma outra confusão. um outro problema. essa linha do preamar média(lpm), não significa que você pega o máximo premar e o mínimo preamar. a média, é uma frequência estatística, em que altitude ocorreu a maior quantidade de preamares. essa que vai ser a média. ninguém fez esse cálculo. esse é um problema. segundo problema: o desbarracamento ou aterro dos rios. no caso que o doutor cleomar cita na entrevista dele, o estudo que ele comparou, eu fiz para a codem, para quem estou trabalhando no momento, na qualidade de consultor. a gerência regional de patrimônio da união(grpu) mandou avisar que ia demarcar o 'terreno de marinha' da ilha do outeiro, em caratateua. quando peguei dois mapas e fiz o estudo. um de 1959 e outro de 1998, e comparei então, a linha do litoral daquela época. em dois pontos que identifiquei, havia diferença superior a 33 metros. um parece de 65 e o outro, de 85 metros, ou seja, o litoral, em 1998, estava deslocada a posição do litoral de 1959(trabalho feito pela marinha). ora, se entre 49 anos tenho essa diferença, quanto eu teria, se for comparar com 1831? a topografia de 1831 não existe mais. hoje, a maioria dessas linhas está dentro d'água. mas ainda que ela fosse possível demarcar, localizar, há um terceiro elemento, que é a elevação do nível dos mares. segundo os cientistas da onu, os mares têm subido, nos últimos séculos, cerca de 30 centímetros por século, um décimo de milímetro por ano. são cálculos matemáticos, geodésicos. e o que vai acontecer? entre 1831, vamos pegar um número redondo, de 2011, são 180 anos, vezes 0,3, vai dar 54 centímetros, ou seja, o mar, hoje, deverá estar mais alto que aquele mar de 1831, cerca de 54 centímetros. olha a consequência disso. é que numa cidade plana, como belém, aonde era o lpm naquele ano, hoje estaria muito mais dentro, independentemente do fato se ela existe ou não. aterrada ou esculpida por erosão. todos esses problemas levam à seguinte conclusão: não há como demarcar, nenhum técnico é competente, para demarcar onde passava a lpm de 1831. uma das salas de aula em que eu lecionava na unama(a unama, por exemplo, que não tem nenhuma paisagem marinha, o campus da alcindo cacela, não tinha paisagem urbana), no fundo passa um igarapé, um igarapezinho vagabundo, que sobe uns 50 cm por dia. lá, 70% da área da unama, é 'terreno de marinha', com um agravante, tem título dado pela prefeitura, de 1919. e agora, como se faz, como é que se resolve isso? há uma outra pergunta, depois de todas essas considerações, para que serve o 'terreno de marinha'? alguns juristas da grpu, cuja literatura de modo em geral, é toda estatística, ou seja, é a mera interpretação da lei, nunca ninguém tratou dessa questão técnica, e estou escrevendo um livro há alguns anos e neste ano vou publicá-lo. alguns juristas colocam de que é a questão da segurança nacional. ninguém vai me dizer, se aquele igarapezinho vagabundo, atrás da unama, vai servir para montar um canhão para defender o brasil. isso parece piada. não existe hoje, um motivo legítimo, ético, vou até mais adiante, um motivo moral, para 'terreno de marinha'. não justifica. mas é legal, porque está na lei. e aí a gente se remete ao s. tomás de aquino: nem tudo que é legal, é moral. você tem uma lei inexistente, uma lei que atrapalha a vida das prefeituras, e no entanto você tem que pagar o imposto. é imposto isso? cinicamente um juiz do supremo tribunal federal diz que não é imposto, é taxa, portanto, não há bitributação. você paga o iptu e paga a taxa. mas sai do meu bolso. a taxa obriga a um retorno, como da energia elétrica, esgoto, e outros, mas a taxa do 'terreno de marinha', eu não conheço, pelo menos na nossa cidade, alguma vez que o governo tenha dado dinheiro para essas áreas de 'terreno de marinha'. por exemplo, o projeto de macrodrenagem, aonde as marés alcançam, não há dinheiro federal lá de graça, há o dinheiro que temos que pagar, alguns milhões de dólares que o governo do estado e a prefeitura emprestaram. quando ocorre um problema natural, a maré entra, arrebenta com a cidade, como acontece no mosqueiro, e tal, o governo federal não manda pra lá nenhum recurso, mas ele cobra a taxa. fiz uma palestra no senado federal, porque têm vários projetos para extinção de 'terreno de marinha', dos estados do espírito santo, sergipe, pará.... na ocasião, para que pudesse me manifestar, fui nomeado pelo presidente da ordem dos advogados do brasil, para falar em nome da oab nacional, quando realizei a palestra na audiência pública, em maio de 2008. aconteceu uma situação curiosa, com o senador do amazonas, que queria saber da situação de seu estado. disse-lhe que lá, não existe 'terreno de marinha', mas 'terreno marginal dos rios navegáveis'. esse é o problema. essa matéria jamais foi tratada. numa próxima reunião no senado, um senador me confidenciou que esses projetos nunca serão aprovados, porque dão uma receita de 8 bilhões de reais, dos quais 4, ficam com a união. quer dizer, esse negócio tem função meramente arrecadatório. mas, virou política, recentemente. no governo passado, no nosso estado, passaram a distribuir terra urbana, em sua grande maioria, foram distribuídas em áreas que a prefeitura contesta que sejam 'terreno de marinha'. aí, nos voltamos àquelas razões técnicas, de que falei no princípio. o que é maré? essa pergunta parece simples. maré, para os efeitos dessa lei, é até o fluxo e refluxo diuturno, e até cinco centímetros. você vai medir isso? você consegue medir? quem é que tem equipamento para fazer isso? então todos esses componentes de natureza legal, de natureza técnica, eles inviabilizam. o que é que aconteceu em belém? a demarcação feita em 1996 a 1998, não ocorreu como demarcação. a grpu pegou a planta da cidade de belém, tanto a da condem, e sobre ela lançou as cotas de 'terreno de marinha'. que consequência ocorre? aqui na minha casa, tenho dados técnicos, trabalho com topografia, faço observação de astronomia em casa, meus filhos trabalham com equipamentos geodésicos, é uma sala de aula permanente. estou na cota 9. esse lago que está na frente, nascente do tucunduba, fica na cota 9, em relação ao nível do mar. o 'terreno de marinha' passa aqui, pela angustura, atravessando a primeiro de dezembro(joão paulo segundo), daqui pra lá, 300 metros. que paisagem marinha tenho aqui, no bairro do marco, que possa dizer que existe 'terreno de marinha'? é uma safadeza. uma intervenção territorial que a união faz nos estados e nos municípios. na questão da taxa, por exemplo, no retorno dessa taxa, você pode olhar, além da macrodrenagem, dois grandes projetos, ao norte e ao sul da cidade, a doca de souza franco. quem drenou, aquele igarapé das armas ou das almas? o prefeito nélio lobato, nos anos 70. não foi o governo federal. mas todos os prédios circunvizinhos pagam a taxa, pagam imposto. não há mais justificativa para isso. esses paradigmas legais, custam muito a serem destruídos, a serem removidos da vida pública. vou lhe dá um exemplo: a escravidão, que ficou ameaçada, como era propriedade legítima e o governo desapropriou, entre aspas, ao proclamar que eram livres, desapropriou a propriedade dos escravos. tenho documentos antigos, de fazendas do marajó, em que entre os bens inventariados, estão escravos'.

p – e o seu livro, que será lançado em breve?
r – é um livro técnico e jurídico. atualizado.

p – e as demarcações de belém?
r – não se demarcou. não houve demarcação. ninguém saiu em campo, fazendo trabalho demarcatório. a lei manda que o morador seja chamado. e uma questão dessa, anula a demarcação. o stf agora, recente, numa questão do recife, assim decidiu. a assembleia legislativa entrou com uma ação de inconstitucionalidade contra um dos artigos do decreto 9760, que é de 1946, da ditadura vargas. como belém tem a propriedade de sua terra desde setembro de 1627, quando o rei de portugal deu uma carta de sesmaria(origem de 1375), e o 'terreno de marinha' só vai aparecer em 1831. duzentos e quatro anos.

p – é um caso de política habitacional?
r – não, é uma política tributária.
- entrevista concedida na residência do escritor, em 08/02/2012.

fevereiro 07, 2012

política habitacional: cartório no meio do fogo cruzado


cleomar carneiro de moura, 58, bacharel em direito, há trinta anos como cartorário, revela que a informação do patrimônio da união, sobre parceria com os cartórios, não procede. há superposição de áreas em belém, de acordo com a demarcação, o que diferencia o estado do resto do país. inusitado.

'a cidade de belém é constituída de duas léguas patrimoniais. em cada uma dessas, tanto na primeira, como na segunda, e como são dois oficios de registros de imóveis, então a circunscrição imobiliária de cada um, que é a área onde cada cartório está, autorizado por lei a atuar, a registrar os títulos aquisitivos da propriedade, dividindo em duas léguas nas áreas correspondentes a circunscrição de cada cartório. tem o registro da primeira légua no primeiro e no segundo cartório. tem o registro da segunda légua patrimonial no primeiro e no segundo cartório. essas duas áreas estão registradas, tanto a primeira légua, como a segunda, em nome da codem, que é uma empresa de economia mista, que tem a prefeitura como capital majoritário. foi criada essa companhia exatamente para organizar o patrimônio do município. e essa empresa, depois de criada, todo o patrimônio dela, que a prefeitura recebeu da coroa portuguesa de 1826, passou a utilizar o instituto chamado enfiteuse, ou aforamento, que vem do direito português. é uma forma do proprietário dispor de parte do domínio, sem perder a propriedade do todo, ou seja, como se a propriedade fosse bipartida, parte do domínio com o senhorio e parte com o enfiteu. o instituto foi utilizado pela prefeitura e, ao mesmo tempo, para não perder esse patrimônio porque, esse instituto, na sua circulação do domínio útil, que ela transferiu, recebe uma compensação chamada de laudêmio, recurso para a própria prefeitura, a opção utilizada. o instituto também permite que, ou, através de uma convenção no contrato de aforamento, ou no prazo de 10 anos, o proprietário, ou o adquirente do domínio útil, o foreiro chamado enfiteuse, possa adquirir essa propriedade plena pela aquisição do domínio direto, ou seja, ele já tem o domínio útil, adquire pagando uma taxa que o código civil estabelece, e com os dois domínios, consolida a propriedade plena e sai do patrimônio da prefeitura. essa é a forma como foram distribuídos os imóveis. mas, houve uma alteração no novo código civil. no artigo 2038, diz que é proibido constituir novos aforamentos. o ordenamento jurídico vem, e retira do ordenamento jurídico, esse instituto, porque ele é em desuso, quase não é utilizado no brasil. na verdade esse instituto foi utilizado na época dos grandes senhores feudais, que eram proprietários de extensas áreas. impossibilitados de explorar, transferiam essa parte do domínio, para a produção. a única exceção se dá em 'terreno de marinha'. todos os aforamentos existentes até o código civil de 2002, eram regulados pelo código civil 16. a prefeitura adquiriu, por um título válido da coroa portuguesa, de 1826, uma carta de 'sesmaria', adquirindo a primeira légua patrimonial. a coroa portuguesa hoje, é a união. a constituição de 1988, no artigo 20, estabelece que, 'terreno de marinha', como propriedade da união. agora, o que são 'terreno de marinha'? a lei mesmo define, no decreto lei 9760, que são áreas de imóveis formados da linha preamar média de 1831, com 33 metros para dentro do continente. e ainda define, que todos os imóveis que foram aterrados e que estão, da linha preamar média para fora, os 'terrenos acrescidos de marinha'. a constituição federal assim dispôs e a união e alguns doutrinadores entendem que essa aquisição prevista na constituição de 1988, é uma aquisição originária, ou seja, ela não depende, nasceu com a constituição. em cima disso vem uma discussão doutrinária tremenda. se ela nasceu com a constituição de 1988, o que fazer, então, quando o decreto lei 9760, se não me engano é de 1946, quando atribuiu que o 'terreno de marinha' era da união, já desde aquela época, se só adquiriu propriedade, se é aquisição originária que iniciou com a constituição. e depois, há muito questionamento a respeito, porque a lei fala em linha preamar média de 1831, ora, nesse tempo, que se tem conhecimento, não existiam mapas que se possa aferir, com precisão, porque quando a lei fala em preamar média, não está falando em média aritmética, mas está falando de média geográfica. portanto, teria que se pegar todas as linhas preamar de 1831, a menor e a maior, fazer um gráfico delas, um levantamento geográfico, e estabelecer qual foi a linha média entre elas. a grande discussão é, qual o rigor técnico para se definir hoje a linha preamar de 1831. é questionável. o doutor paraguassu eleres tem questionado isso. li um estudo dele em que fez o comparativo de dois mapas. um feito pela marinha, e o outro, pela prefeitura. ele observou que houve um recuo de 55 metros, num exame assim, tão preliminar, verificado em 48 anos. o que se diria, de 1831, até a presente data? a lógica nos leva a admitir que esse encolhimento é muito maior. em 50 anos se observa que o 'terreno de marinha' já estaria dentro d'água'.

p – é uma política habitacional?
r – me alinho ao posicionamento do professor e doutor marcelo terra, que fez um estudo brilhante sobre esse tema 'terreno de marinha', em que ele diz que nasceu com uma lei orçamentária e permanece assim. eu não vejo que esse 'terreno de marinha' hoje, pode até ser utilizado para regularização fundiária, mas não é esse o objetivo porque nasceu, que é o caso de defesa. e isso é uma renda astronômica para a união. como há toda essa política hoje, de regularização fundiária, e que está sendo discutido pela união, estado e município, em vários lugares a união tem feito parceria com o município para a regularização fundiária, que é o caminhar da política brasileira, então, há a possibilidade da união utilizar isso para a regularização fundiária, em algumas áreas. mas há também, que considerar esse objetivo orçamentário. é uma grande receita para a união, que não quer abrir mão. agora, pense comigo. nós temos no pará, especificamente belém, um problema seríssimo, e que não existe no brasil inteiro situação igual. e é preciso dar uma solução. a primeira légua e a segunda légua estão registradas como propriedade da codem, portanto, indiretamente da prefeitura. e isso decorreu de um título perfeito. aí a constituição vem, e diz que o 'terreno de marinha' é de propriedade da união. o patrimônio da união fez um levantamento e demarcou as áreas. está sendo questionada judicialmente, por várias razões. primeiro, qual o rigor técnico? pelo que me consta, o patrimônio pegou todo o cadastro da codem e passou a taxar inadimplência das taxas de ocupação. e as pessoas que moravam nessas áreas, se perguntavam por quê, se pagavam o iptu. surgiu uma ação, em que o ministério público federal, contra a união, no sentido de que suspendesse, porque a união estava colocando essas pessoas no cadin, negativando cerca de 100 mil pessoas. na primeira instância deu favorável à união, mas está em curso. nas duas ações em que a prefeitura entrou contra a união, no sentido de dizer o seguinte, depois da demarcatória, as pessoas foram notificadas por edital e a lei diz que só pode ser por edital, se estiverem em lugar incerto e não sabido. e que deveria ser pessoal. portanto, tentam anular essa demarcatória. e nós temos um grande problema no registro de imóveis. é que a união passou a expedir títulos, e essa concessão de títulos é com base em leis federais. então, há uma legalidade no sentido da união em expedir esses títulos. essas leis vieram exatamente para regularizar a questão fundiária em áreas públicas.

p – é aí que entra a parceria com os cartórios?
r – não procede essa informação. não é questão de parceria, mas de determinação legal. por exemplo, esse mapa(imagem que acompanha o texto), na área amarela, é a área em que a união fez o levantamento da linha preamar de 1831. a gente percebe claramente que essas áreas, primeira légua patrimonial, estão registradas em nome da prefeitura como 'terreno de marinha', haveria de ser uma superposição. o cartório não pode fazer esse registro em nome da união. e por conseguinte, não pode registrar os títulos expedidos pela união direito real de uso ou de concessão especial para uso de moradia. se o cartório fizer, estará realizando uma insegurança jurídica. isso já gerou uma grande polêmica e o patrimônio da união acabou colocando os moradores dessas áreas contra o cartório. num determinado período tive 100 pessoas aqui protestando. na reunião com eles, expliquei que o título recebido era legal, mas para fazer o registro, teria que fazer em nome da união, só que, existem princípios registrais que devem ser cumpridos, um deles é a continuidade, uma cadeia dominial, se a propriedade nasce com o estado, tem que estar registrada em nome do estado. eu não posso registrar pela superposição. quase todos os presentes estavam com títulos da prefeitura e da união. aí é o meu questionamento. se, o interesse do estado é a regularização fundiária, como é que dois entes da federação vão criar uma insegurança jurídica? a possibilidade seria a alteração na constituição, com a linha preamar de hoje. o fato é que, além dessa insegurança, se fosse possível registrar, nós teríamos que excluir dos registros da prefeitura essas áreas, e ainda teríamos que verificar qual a situação daquele que adquiriu o título de aforamento da prefeitura, que resgatou e hoje é proprietário pleno, e vai perder sua propriedade porque vai passá-la para a união, e a ser mero ocupante. porque quando ele tem uma concessão especial para fins de moradia, ele não está adquirindo propriedade, é só uma autorização legal, para ter a posse segura daquele imóvel. só nos casos de legitimação de posse que há a possibilidade de transformação da posse em propriedade. no caso de 'terreno de marinha', nem há essa possibilidade, porque é intransferível.

p – e esses títulos atuais, de que falou o patrimônio?
r – enquanto não houver uma solução, não há como proceder com os registros.

p – quantos cartórios temos no pará?
r – 100 cartórios de imóveis.

- entrevista concedida no cartório, em 06/02/2012.

fevereiro 02, 2012

entrevista: coordenadora de jornalismo da rádio cultura, jornalista etiene andrade


oficialmente, desde ontem, primeiro de fevereiro, a jornalista etiene monteiro andrade, 36, assumiu a coordenadoria de jornalismo da rádio cultura, posição antes ocupada pelo jornalista hamilton pinheiro, falecido em 10 de janeiro, deste ano.
'o meu primeiro trabalho em jornalismo foi aqui, na rádio cultura, em 1996, dentro do período de estágio. retorno como profissional, para a produção de pautas, reportagem, e a edição, no turno da noite, com várias experiências. foram cinco anos na rádio e mais dois, na tv cultura. atualmente, quando volto como correspondente de castanhal, onde estou residindo, recebo o convite para assumir a coordenadoria de jornalismo da rádio, função que era exercida pelo hamilton pinheiro'.

etiene andrade já trabalhou nas tv's rba, sbt e record. como assessora de imprensa, esteve na paratur e na santa casa do pará. 'neste momento, quero me dedicar a este trabalho, que é uma coisa nova para mim, no aspecto gerencial, e eu não tinha no meu currículo, e se torna um desafio, porque a gente acaba sendo preparado para executar tarefas, e é diferente de você pensar no sentido maior, no caso, como administrador. a gente é técnico, mas também é um administrador. aceitei a responsabilidade porque é uma nova etapa na minha vida, com possibilidade de um aprendizado diferente. serei coordenadora de uma equipe formada com 20 profissionais, em diversas áreas, lidando com pessoas, e pensando sempre em manter um bom ambiente de trabalho, como o hamilton era capaz de fazer. espero manter o que me foi herdado e, também, quero implementar algumas coisas novas'.

- entrevista concedida na redação de jornalismo da rádio cultura, em 02/02/2012.

entrevista: ana teresa brasil(telejornalista)



pensa numa pessoa que adora trabalhar em televisão. assim é a ana teresa brasil, 32, repórter da tv cultura do pará. mas, iniciou nas assessorias de imprensa, no núcleo de comunicação do inss de belém e no hospital ophir loyola. vem a experiência no jornal impresso - na voz de nazaré e no diário do pará. passa ainda, pela rádio marajoara. e, chega a vez da tv cultura, onde está até hoje, com o acréscimo da experiência na vida acadêmica, como professora no ensino superior. digamos, uma profissional completa. e pasme, as vivências profissionais deram-se dentro do período de quatro anos, tempo do curso de jornalismo, na universidade federal do pará.
'quando entrei na tv cultura, em 2002, fui para a produção do programa sem censura pará, fazia reportagens para o programa e deixava gravada as chamadas. depois, foi a vez das reportagens para o jornal cultura, no departamento de jornalismo. mas, tive experiências de apresentar o sem censura, o jornal cultura, e ainda trabalhar na área de edição. gosto muito da televisão. lembro-me, quando estudante, que era um absurdo gostar do telejornalismo, e ainda existe um certo preconceito, academicamente falando. eu acho que, pelo fato da tv ter uma linguagem coloquial, sendo mais objetiva, é vista como uma abordagem mais superficial da realidade. porém, eu gosto muito da abordagem que é feita do alcance que a televisão tem, de chegar numa população que não tem acesso à cultura, à informação, entrar na vida das pessoas e levar a informação para elas. isso me atrai. mas, estamos caminhando para a convergência das mídias. tenho um outro olhar, com um interesse muito grande, pela teoria. eu gosto e me interesso pela teoria, pelos estudos acadêmicos. estou sempre procurando me especializar, estudar, me aprofundar. tive uma experiência recente, dentro da sala de aula, para passar um pouco do meu conhecimento, minhas experiências profissionais, o telejornalismo.... e atualmente faço parte de um grupo de pesquisa na faculdade ipiranga, no departamento de jornalismo, usando a metodologia da análise do discurso sobre o trabalho informal em belém, envolvendo a mídia. penso que a academia jornalismo é importantíssima e essencial. possibilita abrir debates sobre ética, além da própria teoria da comunicação, que dá outra visão de mundo'.

entrevista concedida na biblioteca da cultura, em 02/02/2012.
imagem: cris moreno

fevereiro 01, 2012

entrevista: maria christina(fotógrafa)


maria christina, 52, vem da história(curso), e a comunicação atravessa a fotografia. amapaense, de pais marajó(pai) e bragança(mãe), maria christina está, pela segunda vez, exercendo a função de assessora de imprensa, na fundação carlos gomes. para a fotógrafa, a correspondência(carta) funciona como uma máquina do tempo. escreve-se para o futuro.
comunicação
'a comunicação sempre esteve na minha vida. quando pensava no que eu ia trabalhar, quando crescesse, na verdade pensei em muita coisa, menos na área da saúde, mas pensei em tudo, desde engenharia. pela aventura, pela ideia que me apresentava, de construir coisas, de viajar, sempre foram muito fortes, na minha cabeça. eu sempre pensei em ser jornalista, mas nunca pensei em cursar jornalismo. eu nunca acreditei, imagina, isso há 30 anos, que o jornalista se formasse na universidade. é claro que eu não tinha noção da importância do diploma que hoje tem. naquela época não achava nenhum um pouco importante ter um diploma de jornalismo para ser ser jornalista. inclusive continuo acreditando nisso. acho que é uma questão de leitura, vocação, tendência, de desejo, identificação. é basicamente uma vocação, querer ser um comunicador, acreditar que isso é uma ferramenta de mudança, de cidadania. eu sempre vi os jornais, todos, como serviço de utilidade pública. lamento profundamente que os jornais cada vez mais atendam interesses particulares, de grupos pequenos, enfim, porque acho que o jornal, a princípio, pode ter outras funções, ainda comercial, estou falando do jornalismo de uma maneira em geral, não só o jornal impresso. são veículos que fazem com que as pessoas se unam, representa a união, pela informação. lembro-me, quando era criança, que nós ouvíamos muita música. meus pais são músicos, não são músicos profissionais, mas sempre cantaram muito, meu pai tocava violão, na verdade, a música sempre foi muito presente na nossa vida. mas eu lembro, durante um período, no final da minha infância e início da adolescência, havia uma rádio sintonizada pelo vizinho, e ficava ouvindo os recados que as pessoas mandavam para o interior do estado. achava tão bonito a potência daquela ferramenta e pensei um dia, trabalhar com isso. mas nunca passou pela minha cabeça que tivesse que fazer um curso para isso. é claro que as coisas técnicas que eu não sabia, aprendi no exercício da profissão. algumas palavras, alguns termos, que eu acho até tolice, em que as pessoas são ligadas, porque acredito que cada um possa imprimir o seu estilo, a personalidade no seu texto, na maneira de contar a história, enfim. ela pode ser rica, se pudesse colocar um pouquinho de emoção. não estou falando do jornalismo institucional, que precisa se adequar dentro de uma perspectiva, para o que ele serve e foi criado. mas acho que o jornal pode ter sim, pode ter emoção. a coluna social pode ter emoção. não sou uma grande leitora de coluna social, mas algumas me chamam a atenção, porque a gente percebe que elas também são escritas com o coração. mas entrei no jornalismo, o jornalismo não oficial, quando entrei na universidade em 1979, para fazer história, e comecei a fazer notinhas no centro acadêmico, e aqui e ali produzia, e também, foi o início da minha percepção do que era usar a palavra, contar uma história, de uma forma básica, primária mesmo'.

fotografia
'na década de 1990, trabalhei pela primeira vez em um jornal, como fotógrafa. o conhecimento vinha do curso que fiz com o fotógrafo miguel chikaoka, em 1988. apesar de já fotografar, não profissionalmente. a fotografia para mim era um grande mistério, como ainda o é - uma forma de expressão, um monte de coisa que não tenho nem palavras para defini-la. mas eu tinha algumas curiosidades técnicas em relação à fotografia, então fiz o curso com o miguel chikaoka. e foi um ano divisor de águas. recebi várias epifanias, presentes, revelações, não só na fotografia tecnicamente, como conheci pessoas bacanas, foi um período de descobertas. e aí fiquei fotografando durante um período, participando inclusive de exposições, me perguntando se aquele era o meu lugar, porque olhava as minhas fotos e me dizia não sei se é aqui que quero estar, não sei se é numa galeria, num museu.... mas participava, eu gostava daquela movimentação, das coisas que a gente discutia, o fato de ter troca entre as pessoas, e que sinto falta. as pessoas se conhecem e quando se aprofunda a relação, que ficam amigos, porque conhecidos temos muitos, existe uma coisa que eu gosto que é a troca, seja de informação, participar de coisas juntos, pensa em projetos, viajar juntos, vai ao cinema, enfim, é uma coisa de vida, a minha vida que se mistura com a tua, e isso acho maravilhoso. então no início da década de 1990, o jornal folha do norte, foi revivido pelo grupo o liberal. o editor-chefe, walmir botelho, me convidou para trabalhar com ele, em 90, 91, 92. foi uma escola. e tive muita sorte. um detalhe, acredito em sorte. sou filha de um jogador e o sangue dele está nas minhas veias. conheci pessoas incríveis como o valmir santos, fotógrafo laboratorista, foi um pai para mim na redação, que me abriu os olhos para as coisas técnicas, chamava a atenção e me dizia como fazer isso e aquilo, me ensinou a ler a película, a achar o melhor tempo, porque eu pegava a máquina ia fazer as minhas pautas. o seu oswaldo também, aliás, os laboratoristas amava de paixão, porque me davam retorno, e até chegar na imagem, tinha esse intervalo. mas foi na fotografia que descobri a minha tendência para fotografar o esporte, no caso, o futebol. adorava! quando a minha pauta era o esporte, pensa numa pessoa feliz. era o exercício de intuição, da rapidez, muita atenção, tive o prazer de fotografar ao lado do pedro pinto. quando eu voltava com o repórter do campo, o editor tinha aberto a página, o diagramador tinha colocado lá todos os espaços para as fotografias e não tinha nada escrito. então, o editor dizia assim: senta e faz um texto. e fazia. procurava o entorno daquele evento. comecei a fazer pequenos textos.

palavra 
'a jornalista clara costa era responsável pela coluna chamada ensaio, divulgada aos domingos. nessa coluna, ela falava do trabalho de um fotógrafo. e recebi o convite para escrever sobre o assunto. peguei trabalhos de alguns fotógrafos conhecidos, conversava com eles, conhecia a trajetória, eram fotojornalistas, documentaristas, artistas, e fui escrevendo pequenos artigos sobre fotografia. uma ótima experiência. tinha retorno. as pessoas liam, falavam, criticavam. não tinha grande literatura ali, mas valeu. e, nesse período, fui convidada pelo jornal o liberal para escrever algumas matérias, por exemplo, sobre o walter bandeira, o lambe-lambe(fotógrafos de rua) que ainda existia, foram poucas vezes, porque a minha área era a fotografia. e os anos que passei no jornal me deram amigos que tenho até hoje. em 1992 saio do jornal. continuo na fotografia, na documentação, principalmente na área da reprodução. sempre experimentando e descobrindo que a fotografia era sim uma linguagem para me expressar, porque eu tenho um amor muito particular pelas palavras. e a fotografia não é destituída de palavras, só que não é a palavra formalmente constituída como conhecemos. mas é uma linguagem. é uma maneira que eu tenho também para dizer o que eu penso, o que eu acho, o que gosto, o que não gosto.... quando comecei a trabalhar com mais afinco em produção, por conta de nossos eventos fotográficos, época em que não havia produtor cultural nessa área, me abriu outra porta, o jornalismo cultural. participei como debatedora no sem censura pará. sinto prazer em ler tudo sobre arte, de uma maneira em geral, principalmente sobre arte contemporânea. e vem a assessoria de imprensa, na área cultural. já existe uma literatura de jornalismo cultural. é o que quero fazer. sinto-me confortável. e provocada. na fundação carlos gomes é sempre um desafio. trabalho com músicos, com música, numa instituição considerada uma das maiores e melhores do país e reconhecida internacionalmente, com a educação também, que eu acho que é a grande revolução que falta acontecer na nossa vida como brasileiro. e eu tiro a palavra carinho e coloco o olhar com seriedade e compromisso. sou muito feliz aqui, porque eu participo de um projeto em que acredito, de inclusão social. são incontáveis os exemplos de sucessos internacionais, dos alunos da casa'.

p - falando em internacionais, há descobertas também, no exterior?
r – vivi um tempo em paris. fiquei na residência de uma artista uruguaya, numa avenida que tem o significado revolucionário. viajar pelo velho mundo é uma experiência única, conhecer as origens, na verdade. a europa exerce um fascínio porque a gente entende muita coisa. nos museus, em dois momentos eu fiquei muito impressionada, não sei se é esta a palavra, emocionada, impressionada, comovida, quando me vi diante do davi, em florença, não consegui tirar os olhos dele e parar de chorar. em veneza, acho que todo mundo deveria conhecer, amando. e de preferência, com o objeto amado ao lado, porque é um lugar para viver o amor, a paixão, enfim, o que for, algo muito forte. e de lá, florença. e eu não estava preparada. andando num corredor de um dos museus, foi quando me dei conta de que estava na europa, ao me deparar com davi. ali estava toda a europa para mim. toda a história, além das técnicas. de volta ao país, todo ano viajava para rever tudo. em madrid, vivi o mesmo, diante da guernica.
p – as cartas, não vêm da audição na infância?
R – a família do meu pai, ainda hoje mora no rio de janeiro. aqui, morava ele e o irmão, ambos falecidos. eu tinha quatro anos, quando escrevi a minha carta, para a minha avó. a carta sempre foi para mim, um dos veículos mais próximos, para me comunicar com as pessoas que estavam fora, que não estavam na mesma cidade. nasci na serra do navio, vim pra cá com oito anos, então, eu só tinha notícia de alguns parentes porque a minha mãe recebia cartas, cartões.... esse transporte, feito por pessoas, me encantava. sempre escrevi cartas. fui descobrindo, de 20 anos pra cá, que a carta tinha outro componente - ela brincava com o tempo. comecei a usar a carta, não só como comunicação, porque ela vai viajar no tempo. ela vai para o futuro. levará uma mensagem do passado. no seu destino, irá transitar no mesmo espaço que eu transitei, dias atrás. troquei muitas cartas com a escritora maria lúcia medeiros, que me disse, depois, que eram como segredos. e produzi o projeto segredos em azul, que era escrever cartas(segredos) e fazer fotografias(azul). por conta disso, fiquei dois meses no canadá, escrevendo cartas. em cada carta, ia um pedaço de mim e um pedaço da cidade. foram 40 cartas. só do projeto, mas escrevi muito mais. o movimento de enviar, depende de mim e que me deixa feliz.

p – projetos?
r – dois trabalhos. do projeto segredo em azul, produzir um caderno de artista. selecionei algumas imagens, alguns pedacinhos de textos, sem identificar para quem foi, e o afonso galindo, que é também artista gráfico, está finalizando o projeto gráfico. e ou outro projeto que estou fazendo, é o livro das palavras. mandei convite para várias pessoas amigas, pedindo uma palavra de presente. é uma coleção.
p - algumas palavras? (rsrs)
r – nunca assumi o compromisso de ter o melhor texto, a melhor fotografia.... tenho o compromisso de viver cada dia bem, em paz, tentar ser uma boa pessoa. uma palavra que eu gosto e que fala de mim, não só nas minhas relações, é compromisso. faz a diferença.

maria christina vibra com as três filhas e duas netas. vem de uma família com três meninas e um rapaz. sensibilidade que sobra, transborda!


- entrevista concedida na fundação carlos gomes, em 01/02/2012.