agosto 21, 2013

Ulan: EBC organiza el IV Foro Internacional de Medios Públicos

El papel de los medios de comunicación públicos y las formas que se presentan en un futuro próximo se debatirá en el IV Foro Internacional de Medios Públicos – La sostenibilidad, la inclusión y la nueva realidad de América Latina, que se celebrará en el Centro Cultural de la Comunicación Brasileña de Brasil (EBC) los días 29 y 30 de agosto en Brasilia. (por cá)

agosto 18, 2013

‘violência’ é uma palavra que provoca

há a violência do estado, do corpo, jurídica, religiosa, gangsterística, anarquista, guerreira. para a violência do estado, a resposta é uma violência sangrenta. há o substantivo e o adjetivo - paixões criadoras podem ser positivamente violentos. quando esse atributo é a violência em si, o que estava no adjetivo passa a ser a essência. há o álibi doutrinário utilizado nas condutas de violência e destruição. todo poder contém inelutavelmente uma violência. no contrário da violência, encontramos a ética. 'imaginar um mundo sem violência parece uma utopia, que já nem é divertida, porque se alimenta muito mal de nossa realidade. o indivíduo que vive nessa sociedade atual é obrigado a fechar-se em soluções ou condutas individuais' – roland barthes, o estudioso que nunca escreveu a palavra ‘guerra’ e, que morre atropelado em paris.

agosto 14, 2013

que espião que nada, são bisbilhoteiros(rsrs)


disse gilberto freire, sobre: ‘os gramáticos desaparecem depressa e os renovadores das línguas tornam-se vida. é que seus supostos erros são mais fortes que as regras de gramática’.

agosto 12, 2013

embrulhando as letras, na citação

graciliano ramos lavava as palavras para embrulhá-las nos livros. literalmente. atualmente, utilizamos o termo ‘embalar’, pois, já não embrulhamos pães. o autor é-me um mistério, de tanto excesso de simplicidade. como pode, num tempo de lá vai poeira, e que escrever colocava-se na tinta? e é de um humor de doer. aliás, essa característica era o chamariz para os leitores na época(minha opinião). veja uma passagem em s. bernardo(romance lançado em 1934):

A princípio o capital se desviava de mim, e persegui-o sem descanso, viajando pelo sertão, negociando com redes, gado, imagens, rosários, miudezas, ganhando aqui, perdendo ali, marchando no fiado, assinando letras, realizando operações embrulhadíssimas. Sofri sede e fome, dormi na areia dos rios secos, briguei com gente que fala aos berros e efetuei transações comerciais de armas engatilhadas.
boa semana!

agosto 05, 2013

Ministério de salvar vidas: Mais Médicos

Por e-mail, o reverendo Marcos Souza encaminha-me sua opinião sobre a questão, preocupado com o tema e ‘sentir grande silêncio social sobre isso’. Confira.

O MINISTÉRIO DOS MÉDICOS 
Rev. Marcos Fernando Barros de Souza*

“Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão...”

Assim começa uma linda canção, cantada nas igrejas, e vem em encontro ao meu sentimento de que está havendo um silêncio muito estranho da sociedade civil em relação à postura das entidades médicas, como o Conselho Federal de Medicina, contra o programa Mais Médicos, do Governo Federal.  Graças a Deus não são todos os médicos.

É preciso que a sociedade deixe claro para essas entidades que a atitude delas não é contra o governo, contra a Presidente Dilma, ou contra o Ministro da Saúde. Torna-se mais claramente uma posição contra o povo brasileiro, e principalmente os mais pobres. Precisam perceber que a desculpa de que os médicos estrangeiros são perigosos para atuar no Brasil, não engana ninguém, pois se um brasileiro está em qualquer um desses países e precisar de um médico será com os de lá que irá contar. Alguém precisa dizer a eles, que usar as absurdas e vergonhosas dificuldades das Unidades de Saúde Públicas para justificar a falta de médicos no interior é menosprezar a inteligência das pessoas. Seria como Imaginarmos uma pessoa passando mal em um avião, em plena travessia do Oceano, e alguém da tripulação pergunta se há algum médico a bordo para socorrer aquela pessoa. Agiria certo um medico que por não dispor das condições para o correto socorro, não se apresente ficando no anonimato? Onde estaria o ministério de salvar vidas?

A postura destas entidades de classe deixa transparecer mesquinhez, e um tipo de corporativismo que não parece em nada com a grandeza e a dignidade que esperamos e tantas vezes vimos nesses profissionais.

Sim, pois quem não tem uma história de heroísmo, de humanidade, misericórdia, e ministério de amor protagonizado por um médico ou uma médica. Eu mesmo tenho uma que jamais esquecerei.

Por isso peço, encarecidamente, aos médicos e médicas de boa vontade que independentemente de partido ou ideologia, lutem sempre pela saúde de acesso universal, pela qualidade progressiva dos serviços de saúde, pelo financiamento adequado da saúde no Brasil, pela valorização da sua profissão, mas não se furtem à missão de cuidar das pessoas onde e como elas estiverem e pronunciem-se contra a posição corporativista e mesquinha dessas entidades.

Que a Luz do Senhor os ilumine.
Rev. Marcos Fernando Barros de Souza.
Diocese Anglicana da Amazônia, IEAB.
CAIC – Conselho Amazônico de Igrejas Cristãs.
                        Coordenador
 (imagem: Reverendo)

Elisabeth Badinter: Desejo, Exigência e Vontade



Desejo de glória, Exigência de dignidade e Vontade de poder. Trilogia da filósofa que coloca os estudiosos na berlinda, durante o século 18 – ‘O desejo extremo de saber não tem época. Condenada pela igreja, essa paixão desafia as leis divinas e dá guarida às tentações mais perigosas para a alma humana: orgulho e vaidade de impor suas ideias. A libido dominandi está sempre rondando.’ – Elisabeth Badinter.
Volume 1
‘No século XVIII, as rivalidades intelectuais são alteradas pelo surgimento de uma nova força, desconhecida nos séculos anteriores: a opinião pública.’
 
Volume 2
‘Efêmera, às vezes amarga, a glória do intelectual deve estar sempre sendo reconquistada. E essa reconquista é cada vez mais difícil. O intelectual é espreitado pelos pares e o público adora destruir o que ele venerou.’
 
Volume 3
‘Os filósofos governarão o mundo porque governam a opinião.’
 
As paixões intelectuais, v. 1: Desejo de glória(1735-1751) publicado em 2007 / v. 2: Exigência de dignidade(1751-1762) publicado em 2007 / v. 3: Vontade de poder(1762-1778) publicado em 2009 / Elisabeth Badinter; tradução de Clóvis Marques – Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
imagem: cris moreno